segunda-feira, 9 de março de 2015

DICAS PARA DJs INICIANTES by DJ Pido


Start...




























E aí, Raça!!!

Já há algum tempo que venho pensando em montar materiais pra incentivar e ajudar a galera que quer dar os primeiros passos com seriedade na estrada da discotecagem. Daí, resolvi aproveitar a data do DIA INTERNACIONAL DO DJ pra dar o START na idéia! Let it spin...

Minha primeira ação vai ser compilar uma série de dicas detalhadas, escritas de maneira descontraída sobre como se portar diante do mercado como um DJ FREE LANCER, que é um dos formatos mais buscados por quem ingressa na carreira de DJ.

São dicas que surgem da minha jornada “esfregando a barriga nos toca-discos” (como dizia o Mestre Ricardo Guedes). Nesse tempo, figurei como DJ residente em três casas noturnas e colecionei histórias, desentendimentos, gafes, surpresas, alegrias e as mais variadas situações nos encontros com os “DJs convidados”. Assim, se você está iniciando sua carreira como DJ, vale à pena dar uma lida!
Arrisco até a dizer que essas dicas vão valer também pra uns e outros que já estão na estrada há algum tempo... 

Vou partir de um ponto “no meio do disco”... 
Isso quer dizer que as dicas são pra você que já definiu sua área de atuação e sabe ao menos o essencial da profissão, como fazer uma mixagem perfeita e identificar termos básicos da área. Se você sentir dificuldades em entender qualquer parte dessas explicações ou desconhecer algum termo usado, sugiro que estude / pratique um pouco mais até que possua experiência suficiente pra encarar uma cabine...

E, claro... Sintam-se à vontade para fazer comentários e entrar em contato pra sanar quaisquer dúvidas! Se tiverem alguma edição pra sugerir, podem me mandar que eu escrevo, publico e credito a ideia... Ok?





HOME STUDIO / EQUIPAMENTO PARA TREINO
Agora você é DJ!
Você terminou aquele curso de DJ manêro naquela escola mais manêra ainda; ou então, depois de anos trabalhando como iluminador em uma casa noturna, observando e recebendo dicas do DJ residente, você já assume os decks sozinho; ou, dedicou horas e horas como roadie de uma equipe de som, montando e desmontando equipamentos pra bailes, festas e eventos e agora já é chamado pra comandar o som; ou, de repente, foi aquele amigo que te ensinou as manhas da mixagem... 

Seja lá qual for o caminho que te levou à consciência de que você é um DJ capacitado, agora o ideal é que você ponha em prática suas habilidades. E a melhor maneira de praticar é tendo suas próprias máquinas!

Procure adquirir um equipamento básico: Toca-discos ou CDJ + Mixer ou então uma controladora e, bóra treinar! Com um equipo em mãos, você vai poder por em prática ideias diferentes de mixagem, vai poder diversificar pontos para as viradas, testar mash-ups ao vivo (...) Isso já dará um toque especial em suas apresentações. Além disso, ter um equipamento à disposição vai ter permitir praticar quando quiser e, quanto mais praticar, mais você irá reforçar a mecânica da mixagem e refinar o processo de "acertar a batida" (ou beat matching) que é uma das tarefas primordiais para um BOM DJ.

Jack Hill (2015) Considerado o mais jovem produtor musical do mundo
em seu estúdio de mixagens em casa. Foto: SWNS

Vá sempre em busca da realidade, do equipamento de verdade; não se encoste, nem se esconda atrás de programas de mixagem virtual... Eles tiram a mágica do toque, te roubam o feeling, a sensibilidade de manobrar um equipamento verdadeiro e a adrenalina de sentir que é você - e não um computador - o responsável pelos gritos na pista à cada mixagem.

Sim, adquirir um equipamento – mesmo que seja super básico - pra treino pode ser bem doloroso para o bolso e, por vezes, é muito difícil mas, esforce-se! Procure ter isso como uma das suas primeiras metas como disc jockey. A profissão de DJ é uma daquelas que demanda hardware e, no final, o esforço pra montar seu home studio vai fazer você valorizar a si próprio como profissional, evitando cachês infames nas contratações que surgirem. Você ganha, e a profissão de DJ também!

Nem só de equipamentos se faz um home studio, assim como nem só de mixagem se faz um DJ. Você vai precisar editar, criar, cortar loopar, alterar BPMs... E já que existe um mundo digital disponível com alguns clics no mouse: Aproveite!

Ponha seu computador de mesa (desktop) ou seu laptop como centro do seu estúdio e mãos à obra!
Existe uma infinidade de programas para edição de áudio... Ponha a cabeça pra funcionar e monte suas próprias edições. Busque acapellas de músicas de sucesso - de hoje ou de ontem - e ajuste em BPMs diferentes. Use vocais de Black Music em cima de faixas da House Music ou faça o inverso. Ponha músicas nacionais em cima de instrumentais diferentes. Faça loops de vocais para soltar ao vivo nas mixagens... Crie introduções para seus sets... Recorte, crie, invente!

Ter seu equipamento ali pertinho vai te dar liberdade de criar, elaborar, construir e depois testar imediatamente qualquer idéia que tiver. Além disso, ter material musical próprio, ainda que sejam bootlegs, edits ou mashups é uma tendência – quase uma exigência - na profissão de DJ. Outro ponto importante é que o uso contínuo de programas de edição de áudio ajuda o disck jockey a se familiarizar com termos e funções do universo da produção musical, um campo bem próximo da figura do DJ de uns tempos pra cá. Aventure-se!






MONTAGEM DO PRESSKIT – PARTE I 
CRIANDO UM SET PRA DIVULGAR O TRABALHO
Você já é um DJ capacitado com seu estúdio em casa. Passa horas treinando, já tem várias mixagens insanas na manga e um bom pacote de edições exclusivas... 
Bom... Agora, você precisa mostrar seu trabalho. Então, grave um set utilizando seu equipamento! 

É importante que você grave o seu set (ou sets) de divulgação utilizando equipamento? 
Sim... É sim! Veja: você está buscando uma apresentação; está buscando estar no comando do som de uma festa e, no outro lado, o contratante precisa ter noção da sua competência nos decks. Sem contar que plugar o sistema de som pra gravar um set mixado vai te ajudar a afiar os ouvidos e aguçar sua sensibilidade em controlar o nível de volume do áudio e das frequências graves, médias e agudas, além de, como eu disse anteriormente, melhorar sua técnica de mixagem cada vez mais.

Filme-se em ação!
Mais do que ouvir você, as pessoas vão querer ver você no comando do som! Aproveite que todo o seu aparato está montado e faça vídeos da sua performance durante as gravações de sets. Com isso você pode publicar as filmagens e reforçar ainda mais a sua habilidade no comando dos decks.



Faça pra valer! Faça à vera!
Você pode estar se perguntando: Posso gravar um set demonstrativo usando programas como ABLETON ou VEGAS?
Minha resposta, meu conselho é: NÃO! FAÇA PRA VALER!

Já que o que você quer é mostrar o seu trabalho como DJ, buscando apresentações (datas) em festas / eventos / casas noturnas (...), ponha a sua alma nessa tarefa! Mostre no set as suas armas como DJ... Quais são suas manobras? Qual seu estilo, ou estilos musicais? Quais seus cuts, efeitos, sua técnica, seu repertório? Deixe isso tudo impresso em formato de áudio. Pense também que produzir seus sets de divulgação “ao vivo” vai te favorecer de inúmeras formas: Você vai ter como avaliar o que pode ser melhorarado na sua performance; vai afiar ainda mais seus ouvidos e apurar a técnica de mixagem, ganhar agilidade na busca de repertório e, lá na frente, vai ter um registro real da sua evolução como DJ. Paralelo a isso tudo, o fato de "estar fazendo / gravando o set ao vivo" traz o compromisso de acertar as mixagens, o que faz subir a adrenalina e traz um pouquinho da sensação de estar comandando uma pista de dança... Vai por mim!



Mas então, gravar sets usando programas de computador é errado?
Não... Claro que não... Aliás, muitos DJs experientes fazem uso de programas de produção / edição (como Ableton Live - um dos mais populares no mundo) para criar, virtualmente, sets especiais. O que você precisa ter claro na sua mente é que pra gravar um set demonstrativo do seu trabalho como DJ, é importante que você faça isso de verdade, ao vivo, ou seja: "mostrando realmente seu trabalho, seu desempenho no comando do som".

Deixe para fazer uso de programas de computador na montagem de sets quando tiver acumulado certa experiência; quando sua agenda estiver com datas pipocando e a sua identidade como DJ estiver definida. Deixe que experiência exercite seus ouvidos e seu cérebro... Perceba quando uma acapella está corretamente posicionada, quando uma batida está encaixada com exatidão, qual o nível correto de volume pra uma boa mistura... Deixe que seu nível técnico como DJ, que seu feeling cresça e evolua. Quanto maior eles forem,  melhores serão os resultados dos seus trabalhos com o uso dos programas de computador.

Com programas de produção / edição, você amplia o seu leque criativo, podendo por em prática ideias que seriam impossíveis ou, no mínimo, muito complicadas numa apresentação "ao vivo". E, sem que você perceba, utilizando os recursos destes programas você vai, aos poucos, se tornando expert na arte da discotecagem e, paralelamente, desenvolvendo o instinto de produtor musical. Com o Ableton, por exemplo, você tem à disposição um arsenal quase infinito de efeitos, pode inserir loops, criar cortes diferenciados, acessar controladores externos, fazer colagens musicais... A única barreira pra criatividade vai ser o quanto você domína cada programa.

Ainda nesse departamento, uma questão importante a considerar é o fato de que muitos DJs tem uma segunda profissão.
Ah! Pido! Mas o que isso tem a ver com gravação ao vivo ou virtual?
Eu já chego lá! Continue lendo...
Ter profissões paralelas a de DJ é comum, principalmente quando se é iniciante. Não é raro ainda, a pessoa ter de equilibrar trabalho e estudos. A correria do dia a dia pode embolar o meio de campo e trazer aquela sensação de que "tá faltando hora no seu dia", né?.

E é aqui onde os assuntos se juntam:
Produzir um set virtualmente pode ser uma solução pra economizar tempo. Quer ver?
Vamos tomar como exemplo a tarefa de "gravar ao vivo" um set de uma hora: entre a preparação do equipamento, a gravação propriamente dita, a criação do arquivo e a pós produção, ela vai tomar - no mínimo - uma hora e meia do seu dia... Já o mesmo set montado num programa de computador pode ser feito em menos da metade desse tempo, e você pode, ainda, salvar o projeto pela metade e finalizá-lo em outro momento. Assim, digamos que, por exemplo, em certa altura da sua carreira como DJ você feche um contrato com um uma rádio e tenha que produzir um set por semana (rádios virtuais / rádios web tem muita demanda pra isso). Daí, é totalmente aceitável que você execute essa missão montando sets virtualmente...

Então...Vai fazer aquele set direto no computador? Não se acanhe! Use e abuse dos recursos oferecidos pelos programas! Crie edições especiais com montagens exclusivas para rádios, desfiles, eventos... Uma outra idéia muito interessante é colocar sets virtuais em CDs que você pode distribuir nas festas onde for tocar... Se não for gravar um set simplesmente pra poupar tempo, meu conselho é de que solte sua criatividade. Não faz sentido montar um material desse tipo apenas sobrepondo músicas. Sets simples, com faixas uma atrás da outra, tem de rodo por aí. Destaque-se da multidão colocando sempre algo diferente nos seus trabalhos.

Crie seus canais on-line!
Você vai gravar seus sets e... Daí? Precisa por isso à mostra!
Utilize os canais mais comuns para publicação de material de áudio e monte seu podcast. Você espalha seu trabalho apenas distribuindo os links dos materiais publicados e, além disso, se conecta com outros profissionais da área. Personalize seu canal e sempre mantenha seus dados atualizados.
Minha sugestão é que você mantenha contas nas principais "redes sociais de áudio":
MIXCLOUD / HULKSHARE / SOUNDCLOUD

Busque sempre ser inteligente... E não um "DJ espertalhão"!
Em qualquer profissão - creio que em tudo na vida - é importante saber diferenciar bem inteligência de "malandragem", principalmente quando vivemos num país onde todo mundo parece nascer batizado com o tal jeitinho. Por que digo isso? Bom, porque cabe a você saber identificar em quais circustâncias vai fazer uso dos equipamentos de verdade ou dos programas de computador... Se você ainda tem dificuldades com a mixagem, não vá montar seus sets no computador e sair por aí dizendo que foi você quem mixou... Seja sempre realista com os outros e -principalmente - com você mesmo sobre a sua capacidade! Essa consciência vai fazer parte da sua figura como um DJ profissional.






MONTAGEM DO PRESSKIT – PARTE II 
FOTOS / BOOK FOTOGRÁFICO
Imagem... Assim "de cara" parece não ter muito a ver com a figura do DJ, afinal, o disc jockey mexe com som, áudio, música, ? Mas, imagem é uma peça importante para promover seu trabalho, uma vez que a divulgação de festas e eventos é feita de maneira visual através de flyers, e / ou chamadas, sejam impressos ou virtuais. E, nos dias de hoje,  em que o DJ atingiu status de pop star, ter um bom material fotográfico é indispoensável!
Por isso, recomendo ter de prontidão um número razoável de fotos suas que possam ser dadas aos contratantes para que eles usem na divulgação das festas onde você vai tocar.

Mas... E quantas fotos tenho de ter?
Pode sossegar... Não é preciso fazer um book daqueles com zilhões de fotos tipo os de debutante ou casamento. Minha sugestão é que você tenha de 3 a 5 fotos disponíveis.

As fotos tem de ser feitas em estúdio, por fotógrafo profissional?
A qualidade das imagens é um dos maiores problemas com books fotográficos... Se você tiver a possibilidade ou a oportunidade de fazer suas fotos com um profissional da área de fotografia, então não dispense a oportunidade. Mas, se não for o caso -  afinal, você está começando - basta ter à disposição uma câmera simples com um mínimo de 20 megapixels e um local com boa iluminação, que já resolve! O importante é que você tenha imagens com boa resolução (sugestão: fotos com 100 DPI ou mais, e dimensões perto de 1.000 x 1.000 pixels); e, jamais, repito: JAMAIS utilize em seu presskit fotos feitas com celular ou extraídas de álbuns tipo Instagram ou Facebook. Meu alter-ego o Artista Gráfico Pablo Andrade, passa bons bocados para trabalhar com fotos de DJs na criações de flyers para casas noturnas. Lembre-se que, na maioria das vezes, a divulgação das festas é feita com materiais impressos, que necessitam de imagens em boa resolução.

Que cenário escolher?
Você  dando os primeiros passos como DJ e tem aquele amigo - ou amiga - que também está começando a carreira, só que na área da fotografia... E ele - ou ela - te prometeu um book na faixa! Que beleza, né!? Ambos ganham! o fotógrafo experiência e você uma sessão de fotos!

Daí, aqui vão algumas dicas importantes pra que você seja o diretor na sessão de fotos:
Acontece que muitos fotógrafos - principalmente os iniciantes - tem uma visão puramente artística da coisa, e acabam produzindo imagens ricas visualmente mas complicadas funcionalmente. Colocam os DJs posando em fundos rebuscados como paisagens de cidades, muros pixados, estradas movimentadas... E apesar do visual manêro, estas fotos podem acabar tendo um efeito contrário, prejudicando o DJ na hora dessa imagem ser trabalhada no material de divulgação.

Abaixo segue um exemplo com uma foto de 2013 da modelo Morango da agência The Beat. O book fotográfico era todo muito bom, com poses, maquiagem e iluminação dígnas de capa de revista, além da resolução / tamanho / dpi das fotos serem excelentes. Mas, na hora de trabalhar a imagem da modelo num flyer, o recorte ficou complicado... (Você pode conferir o trabalho completo deste flyer no site PABLO ANDRADE ARTE GRÁFICA)

Foto: Angélica Morango - Agência The Beat
Arte: Pablo Andrade Arte Gráfica

Daí você pensa: ... Mas então eu não posso ter fotos artísticas no meu presskit?
Pode SIM... Como não?! Dependendo da ocasião, uma foto artística sua como DJ pode ser utilizada na arte de um flyer e resultar num trabalho nota 10. Veja em seguida o exemplo de uma imagem da DJ catarinense Nanda Soares... Foto artística que caiu como uma luva pra arte de divulgação:

DJ Nanda Soares - S.C. - Foto artística que virou flyer

Geralmente, esse tipo de foto é usado quando o DJ em questão é a atração principal da festa. Pode acontecer que você, mesmo como iniciante, já possa experimentar essa sensação e, daí, uma foto mais rebuscada pode ser perfeita pra constar no flyer.

O lance é que, em 99% dos casos, se tem mais de um headliner num evento, e daí as fotos dos DJs tem de ser recortadas. Por isso é muito importante que você tenha em seu presskit, fotos feitas em fundo neutro (preto / branco / sem fundo) que facilitem o recorte  do artista / designer  que vai montar o material de divulgação. Daí, se você ficou "bem na foto", vai sair "bonito no flyer", também!
A seguir, DJ CRAZE, num perfeito exemplo de uma foto de fundo neutro e suas aplicações:

DJ Craze... Foto de fundo neutro

Quais poses fazer e que figurino usar?
Bom... Essas são questões que vão de cada um e, partindo daí, se você quiser fazer uma foto de cabeça pra baixo... Tá valendo. Uma boa maneira de se inspirar é dar uma zapeada nos sites de DJs e artistas conhecidos pra tirar umas idéias, e ter sempre o cuidado de fazer as fotos sem cortar nenhuma parte do corpo tipo cotovelos, topo da cabeça...


Vou deixar aqui algumas sugestões, ao menos pra você evitar de ser motivo de "zoação" pra galera porque, você sabe: A zuêra never ends!

Óculos escuros: Usar óculos escuros "dá um astral" mas, procure ter uma foto alternativa, sem os óculos, a menos que eles sejam parte da sua personalidade ou da sua imagem como artista / DJ.

Usando fones de ouvido: Não é crime ter uma fotinho usando esse acessório mas, sugiro evitar a manjada pose de "colocando o fone". Pilotos de corrida não fazem fotos "colocando o capacete"... Deixe o fone no pescoço, que já vai ficar bem bom e, procure deixá-lo ao natural, sem entortar as laterais... Lembre-se: Você está vendendo a sua imagem como DJ e não a marca dos fones de ouvido!



Equipamentos: Posar próximo das máquinas que um DJ usa dá um astral muito interessante mas, procure ser convincente. Se for simular que está "em ação" deixe os equipamentos montados, plugados, ligados e posicione os faders corretamente.
Vai fazer uma foto artística com os equipos? Daí a imaginação é o limite!
Mas evite poses do tipo "segurando o plug do fone"... Isso dá um ar de "não sei o que fazer com isso".

Roupas: O figurino não precisa ser tipo "baile de gala" e sim ser coerente com o seu estilo pessoal e com sua imagem como DJ. Mas, aproveite pra fazer fotos com roupas diferentes. Varie figurinos de inverno e verão e procure contrastar com o fundo: de roupa clara? Procure um fundo mais escuro... De roupa escura? Prefira um fundo mais claro.

Fora isso, procure fazer fotos com diferentes ambientações: algumas numa atmosfera noturna, com mais sombras e outras bem claras, tipo luz do dia.
Separe o material fotográfico em partes e libere aos poucos... Digamos que você fez uma sessão usando camiseta vermelha e outra com jaqueta azul. Libere primeiro as fotos com a camiseta e uns seis meses depois - mais ou menos, isso é só uma sugestão -, libere as fotos com a jaqueta. Assim, você diversifica sua imagem e evita de sair sempre com a mesma pose / cara / roupa nas artes de divulgação.

Daí, é só pentear o cabelo direitinho e caprichar no papel de modelo!





 MONTAGEM DO PRESSKIT – PARTE III 
Texto /  Release
Toda festa, todo evento, tem que ser divulgado para atrair público. Essa divulgação pode rolar de maneira impressa, virtual (web), televiosiona ou via rádio, mas, algo tem de ser dito sobre o evento. E se você DJ, estiver nesse evento, algo tem de ser dito sobre você... Certo? E o canal por onde acontece essa comunicação é o texto (ou release), por isso, é muito importante!

Na minha vida fora das cabines, cursei faculdade de LETRAS - INGLÊS / PORTUGUÊS, o que me deu um certo conhecimento gramatical, linguístico e de interpretação textual. Paralelo a isso, na minha jornada como DJ - mais especificamente como residente de casas noturnas / clubs - esbarrei em todo o tipo de texto que constavam nos presskits dos DJs. Mixando o meu conhecimento acadêmico com a experiência profissional, posso dizer que não há uma receita ideal para escrever escrever bem o texto do seu presskit, mas, com certeza, se você se ligar nesses toques, vai chegar a um resultado muito bom.

Trabalhe seu texto na terceira pessoa: Ele / Ela
Talvez os termos gramaticais sejam complicados então, vou simplificar: Não escreva seu texto como se fosse você mesmo, tipo: EU toquei... / EU participei... / INICIEI minha carreira... Entendeu?
Por padrões literários - que não vem ao caso debater agora - o uso da terceira pessoa torna o texto mais formal e, de maneira subliminar, dá mais credibilidade ao conteúdo por torná-lo impessoal. ou seja, para quem lê, fica como se alguém tivesse tivesse escrito o texto sobre você. Informalmente falando, vai parecer que você tem uma assessoria de imprensa responsável pelo seu release! Jóinha!

Seja objetivo... Como diz o velho ditado: seu texto tem de ser direto e reto!
O texto do seu presskit precisa dizer ao contratante, quem é você como DJ e acabará sendo usado - ao lado da sua foto - para descrever um pouco sobre você no material de divulgação (flyers / cartazes...) das festas / eventos em que você for tocar. Por isso, quanto mais compacto o conteúdo, melhor!

Evite divagações sobre sua paixão pela música, afinal, você é DJ, poxa! Gostar de música é uma implicação da profissão e, colocar isso no seu material de divulgação, acaba se tornando óbvio demais. Se houver algo realmente relevante que deseje relatar sobre o seu contato com o mundo musical antes do início da sua carreira de DJ, não deixe de por isso no texto. Mas, se for pra dizer que "você sempre curiu ir à festinhas / você sempre adorou dançar / sempre foi amante da vida noturna (...)" guarde isso para espaços mais adequados como seu website; lá você pode ter toda a sua biografia relatada da maneira que quiser... Falarei sobre website mais à frente!

Pra facilitar, aqui vai uma "receitinha de bolo"... Uma sugestão básica de roteiro que você pode seguir e desenvolver seu texto do release com eficiência e objetividade:
- Para um DJ começando do zero:
1) Qual seu nome como DJ?
2) Nasceu / É natural de onde?
3) Frequentou alguma escola / curso para DJs?
4) Qual o estilo do seu repertório?
5) Existe algum diferencial na sua apresentação?

- Para um DJ que já tocou algumas vezes, repita os passos 1 a 5 e:
6) Cite casas / clubes / festas importantes que tenha tocado
7) Se é residente de alguma festa, ou casa noturna, cite-as
8) Diga se já recebeu alguma premiação relevante

Procure evitar de sobrecarregar seu release com nomes de DJs famosos que, por acaso, tenham estado em festas ou eventos que você participou. A menos que você tenha constado como warm-upper, ou feito um back to back com algum figurão das cabines, deixe de lado frases como "já tocou ao lado de DJ Fulano, DJ Beltrano, DJ Cicrano"... Lembre-se, o presskit é seu!
Mas, Ok... Há exceções: Citar o nome de um ou dois DJs conhecidos que faziam parte do line-up junto com você, pode agregar uma certa credibilidade à sua figura como DJ, uma vez que isso vai te colocar próximo ao patamar destes caras. Mas, não vá encher duas ou três linhas citando o nome de outros disc-jockeys... Você pode perder a próxima data pra um deles! (risos). Lembre-se: o release é seu e tem de ser focado em VOCÊ como profissional.

Focalize a cabine e a música!
Você está no ramo do som, do entretenimento musical... Tenha essa ideia firme na cabeça, Ok?
O visual tem vindo atrelado à figura do DJ já há algum tempo mas, isso tem a ver com o show, com as apresentações em si. Você, como participante da comunidade mundial de DJs, precisa focar no que a profissão demanda: música, mixagem, áudio, criatividade musical e atividade sonora. Se você foi modelo, se foi eleito o mais bonito da revista ou a mais sexy do site Y, se foi garoto isso ou garota aquilo, deixe isso fora do release, a menos que esteja vendo algo a mais que não seja uma apresentação como DJ.



Finalize seu texto com seus contatos, telefones, links e endereços virtuais (web) dos seus canais pessoais de maneira que a pessoa que está lendo, se tiver interesse / curiosidade possa buscar mais sobre você. À medida que você for ganhando experiência, à medida que sua carreira for progredindo, atualize seu release na mesma proporção, adicionando festas e eventos importantes que for participando.






MONTAGEM DO PRESSKIT – PARTE IV 
Video Promo
Vídeos promocionais (promos) para divulgação de DJs é uma ferramenta recente que cada dia mais vem fazendo parte do presskit de alguns profissionais. Assim como os outros ítens: ÁUDIO / FOTO / RELEASE, o vídeo promo tem a função de dizer algo sobre você como DJ, porém, por ser uma mídia mais versátil, te oferece a oportunidade de usá-lo de uma maneria mais "marketeira".

Mas... Como assim, uma maneira marketeira?
Bom, estou falando de marketing / propaganda... De você divulgar comercialmente sua imagem profissional. O presskit não é só informação... Ele tem também a função de "vender seu peixe" e, claro,  você pode fazer isso através do RELEASE - ítem abordado anteiormente - mas, como sugeri, este ítem precisa ser compacto, objetivo.

Já no video promo, você tem a liberdade de montar um conteúdo criativo - mesmo em um curto espaço de tempo como 3 ou 4 minutos - com capacidade informativa superior, uma vez que você pode trabalhar vários dados ao mesmo tempo de maneira dinâmica... Por exemplo, ao mesmo tempo em que você relata / narra o que você é capaz de fazer numa cabine de som, pode mostrar-se no seu home studio fazendo suas mixagens... Ou, ao mesmo tempo em que aparece "conversando com a câmera" , sobre você como DJ, pode intercalar a filmagem com fotos suas... A criatividade é o limite!





Vídeos promocionais não são ítens indispensáveis, muito menos obrigatórios em um presskit, por isso, se você não tiver uma câmera razoável com resolução HD para filmagem e um mínimo de familiaridade com programas de edição de vídeo, deixe o vídeo promo pra mais tarde. Claro, se você contar com o apoio de uma produtora de vídeo... Tanto melhor!

Vai produzir um vídeo? Use o mini roteiro que disponibilizei no tópico anterior (RELEASE), como guia e incremente com informações que você julgue relevantes. Não produza algo muito longo; minha sugestão é que limite seu filme a 5 minutos e  sempre mantenha-se como assunto central do vídeo... Mantenha a atenção de quem assiste em você!







E assim finalizo a QUARTA SEMANA com DICAS PARA DJs INICIANTES!
Como na semana passada eu "furei" com as postagens por conta do feriadão de Páscoa, ainda essa semana, mais uma DICA ESPECIAL! É só ficar ligado!

Breve... Tem mais!

Fiquem ligados!
Até mais!


Stop.
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sábado, 28 de fevereiro de 2015

EDM-C / Electronic Dance Music Championship


Start...

Acabaram-se as dúvidas!
Agora não é mais preciso ficar de "cabreiragem" com esse ou aquele ranking dos melhores DJs, ou com essa ou aquela revista... Quem nunca se perguntou: Será que esse TOP 100 é falso? Será que foi comprado? Bom... Tudo isso é passado!

Inspirando-se em áreas da discotecagem que levam a figura do DJ a sério, o mercado da EDM agora possui a maneira definitiva de montar o ranking dos melhores produtores musicais, ops, digo... dos TOP DJs, EDM. A Minha revista virtual que é só de capa DJ MAGAZETA apresenta:

EDM-C: ELETRONIC DANCE MUSIC CHAMPIONSHIP!
Confira abaixo as manobras e o regulamento desse campeonato inédito que vai eleger O MELHOR EDM DJ e montar o ranking com os melhores desse estilo único de música eletrônica!






















































Stop.
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

MÚSICA ELETRÔNICA, EDM E A MODINHA


Start...

Fala raça! Aqui vou eu em mais uma metralhação literária... Bóra tomar um tiro?


Se você já me conhece, se já zapeou pela minha FanPage no Facebook ou aqui pelo meu site, deve estar ligado que eu não pago pau pro universo da EDM. Por N razões... Porque a EDM - embora em destaque - não é significado singular de música eletrônica; porque a EDM é uma vertente e não o conjunto maior das músicas produzidas digitalmente; porque seus ídolos são fabricados e, embora competentes na vendagem do seu produto, o reflexo desses ídolos tem sido muito prejudicial à profissão de DJ.

Steve Aoki... Tido como top dj da EDM.
Ápice de suas apresentações: atirar bolos no público.


Volta e meia esbarro em conversas sobre a EDM e seus arredores - creio que isso deva acontecer também com muitos dos que estão lendo isso agora. Tem hora que parece que tudo o que existe no universo da música eletrônica é EDM, não é?

Quem tá na linha de frente da cena sabe que a mídia massifica a Electronic Dance Music porque é o que está dando grana, é o que está vendendo bem! Normal... Isso é comportamento básico de mercado. Agora, se algo "está vendendo" ou se popularizou, é porque tem alguém (ou muitos alguéns) comprando, consumindo. Certo? E por que tem tanto público consumidor pra EDM?

Pausa dramática...

Quem curte muito, quem é apaixonado pela EDM, quem acha que este estilo é o supra-sumo das batidas eletrônicas vai dizer: Tem um monte de gente curtindo EDM e ela se popularizou poque é boa!
Ok! Mas se é correto afirmar que tudo que se populariza, que se massifica; que "o que todo mundo gosta" é BOM, vale lembrar que um dos ritmos mais populares (consumidos) no  Brasil hoje é o Funk Carioca...
Se você não conseguiu entender, a mensagem é:
Nem tudo que é massificado ou popular; nem tudo que a maioria gosta / quer / faz é bom! 
Assinam embaixo dessa máxima, todos que não fazem parte da maioria que votou na presidente Dilma Roussef!

Pode ser uma questão de gosto, de preferência de cada um. A galera da Eletrônica não gosta do Funk (às vezes até gosta). O povo do Funk não gosta de Sertanejo... Falamos daí de universos diferentes. Mas, o que dizer quando pessoas participantes de um mesmo grupo (como no caso, da Música Eletrônica) estão em desacordo sobre determinado ponto, no caso, a EDM?

Leio blogs, páginas de facebook e sites envolvendo a figura do DJ de toda a parte do globo. Vejo produtores, apaixonados por música eletrônica e DJs do mundo inteiro falando e argumentando solidamente sobre os problemas, defeitos, vícios, distorções, mentiras e conflitos gerados pela EDM. Mas então, como que ainda assim há tanto consumo pra esse produto?

A resposta é que a maioria dos consumidores da Música Eletrônica não são experts em música e/ou produção musical. Na real, nem precisam ser. A EDM cresceu, virou modismo e a rapazeada só quer estar na vibe, seguir a modinha, curtir... Ninguém tem obrigação de ser expert em produção musical e discotecagem pra gostar de determinado rítmo, e ponto final. Existem muitos aspectos sobre a questão producional da EDM  mas, esse assunto eu abordei em outro texto. Quer ler? Clica aqui!

Enfim, comecei a olhar pra esse fenômeno do "espalhamento da Música Eletrônica Farofinha" com olhos menos críticos há umas semanas (logo no início de 2015) quando resolvi assistir pela NETFLIX uma série sobre a vida de Bruce Lee, chamada Bruce Lee - A Lenda.

A produção é tosca e, mesmo com os mais de 7 milhões de dólares de orçamento, beira a fronteira do amadorismo. Boa parte da narrativa ocorre do final dos anos 50 até início dos 70, mas, os cenários são quase que todos conteporâneos. A série comete gafes infantis, como quando Bruce Lee está circulando pelas ruas dos Estados Unidos num taxi anos 60, mas nas ruas pode-se ver pick-ups e SUVs super modernos. Ou quando, em determinado momento, na China do final dos anos 60, pode-se ver um dos personagens usando uma camiseta com uma estampa moderninha, escrita "Justin Timberlake" (nascido em 1981)...

Na China dos anos 60, uma camiseta com a estampa Justin Timberlake.


Ah, Pido... Que mluquice! Como que o fato de assistir à uma série de TV sobre artes marciais foi te dar uma luz sobre o que acontece com o mercado da música eletrônica?
A resposta é simples: Quando analiso, ouço, comento, debocho, rio, critico, bombardeio (...) a EDM, utilizo como munição minha bagagem e experiência dentro do universo da profissão de DJ e da Música Eletrônica como um todo. Mas, assistindo à série de TV, eu estava na posição de mero espectador / consumidor de conteúdo. Sem julgamentos, sem críticas... Apenas apreciando algo que me interessava...

Não sou praticante de nenhuma modalidade de luta, não sou fã de MMA ou Boxe e quase sempre levei a pior nas briguinhas de colégio. Mas, me interesso pelos conceitos, filosofias e pela plástica das artes marciais orientais. Tenho um irmão faixa preta de Aikido, com quem gosto de conversar sobre o assunto e, além disso, desde moleque, sou fã de Bruce Lee.

E foi por gostar, por simpatizar com o universo das artes marciais que eu resolvi ignorar a pobreza producional da série de TV e assistir a todos os 50 capítulos sobre a vida de Bruce Lee. Imagino que seja esta a maré que conduz o raciocínio do público que curte EDM: Só curtição pura e simples, sem compromisso com qualquer detalhe que envolva a produção das músicas e o histórico ou desempenho dos artistas. O público não quer saber se eles são ou não realmente DJs; se estão ou não utilizando sets pré-gravados ou se as faixas tem ou não musicalidade...
O público só quer saber da festa, das luzese da zuêra que vem com isso tudo... Como eu disse antes: é só pra curtir...

Costumo parar de ver filmes que considero "uma porcaria"... Dou o stop no ato! Mas, quando decidi assistir ao seriado, mesmo fazendo críticas e tendo notado as gafes na produção, fui até o fim, porque eu estava curtindo. Imagino que se eu for comentar sobre o seriado com diretores ou estudantes de cinema, especialistas na arte cinematográfica ou até mesmo com cinéfilos puristas, eles irão torcer o nariz e bombardear a série sobre Bruce Lee com críticas massivas da mesma forma que a EDM é criticada por um enorme número de DJs, produtores e participantes da Música Eletrônica, que veem o universo da Dance Music e as adjacências da cabine do DJ de maneira mais abrangente.

E no caminho inverso, certamente, para algumas pessoas, a série de TV sobre Bruce Lee seja vista como impecável. E creio que isso valha pra EDM e seu público ferrenho também... Já ouvi comentários do tipo "a música do Martin Garrix parece feita com aqueles xilofones coloridos que eu tinha quando era criança, mas é muito massa!". Ou seja, o cara ligado que a qualidade producional da faixa é medíocre, mas ele não tá nem aí pra isso. O que vale é que a galera toda curtindo e...
É massa!




Não sou fanboy nem tão pouco entusiasta da EDM. Deu pra sacar né...  Tenho este estilo no meu repertório? Sim, claro! Ainda mais que meus sets tem base mainstream e, se como dizem por aí, "é o que tão se ouvindo"...
Mas, procuro levar nos meus sets muito material além dos muros da EDM.

E continuo na esperança de que a Música Eletrônica que chega ao grande público pode  - e será - muito melhor.

Stop.
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